Soneto dos Namorados Enganados

Soneto dos Namorados Enganados

São tantos presentes pensados,
Várias surpresas impostas,
Caras e bocas expostas,
Para tantos que vivem enganados.
Tão maltratados quanto nós mesmos,
Mentindo e cuspindo alegria,
Na face de quem fere a esmo,
Em infante atitude, dócil e doentia.
Tempo demais perdido entre nós…
Para que tanta hipocrisia?
Peitássemos a melancolia, e ficássemos sós…
Antes, lhe desse meu “eu” como presente,
Em troca receberia sua digna presença!
O amor, então, nasceria de um belo encontro entre mentes.


Harley Wanzeller – 12/06/2018

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