Canto de liberdade

Canto de liberdade

 

Canto em um canto

O encanto eterno. 

Som da beleza.

Dista a realeza.

Revelada um desencanto,

Num sonho singelo.

Canto em um canto.

Cantaria ao mundo.

O mundo não entende.

Atropela a liberdade.

Mata a honestidade,

Ao som doutra “liberdade”.

Fingida.

Hipócrita.  

Doente.

Canto em um canto

Um canto vidente. 

Ultrajante da mente. 

Acuado, simplesmente.

Na cela que me prende,

Cadeia de meu quarto.

Nu, em sala quente.

Canto em um canto,

Pois espaço não tenho.

Tampouco sou livre,

Apesar de decente.

Livres estão outros.

Ladroes de minhas asas

Cortadas pelos direitos

Do “mano” que mente.

Canto. Canto.

Cantarolo um pranto,

Amargado em balas mortais.

Balas de entorpecentes.

Me prendem. Me prendem.

Canto e não ando.

Apenas confesso o desejo ardente de um sonho.

Da rua e sua liberdade.

Das crianças e seus bombons.

Do cárcere ao delinquente.

Da razão aos bons.

Da quebra dos grilhões

Atados em famílias de bem.

“Liberdade. Liberdade!”

O povo exclama em grito clemente.

De todo mal, 

Livrai-nos, Senhor! 

Afastai-nos do injusto julgo.

Saca-nos a dor emergente,

Das ordens e desordens,

Do bastão insolente.

Levai-os às cadeias. 

Aos calabouços impostos aos nossos filhos.

Espantai os dementes,

Idólatras do crime.

Liberdade!

Liberdade! 

E paz aos tementes! 

 

 

    Harley Wanzeller         (Em 12.12.2018)

 

 

 

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