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A TRAGÉDIA SOB CORTINA DE FUMAÇA – DA POLÍTICA DESARMAMENTISTA AO MASSACRE DE SUZANO.  

 Por Harley Wanzeller*, publicado em 16.03.2018.

Há muitos incautos reféns do politicamente correto. Todos nós já fomos vítimas disso em algum momento.

Cabe a nós a responsabilidade de aprofundar as avaliações e, a partir de então, formar nossos convencimentos. Assim, prezaremos pela honestidade intelectual na construção e difusão das percepções. 

Recentemente, o primeiro passo que tomei foi extrair, dos meios de comunicação, apenas as notícias que apresentam o fato secamente, desprezando as pífias conclusões dos tais “especialistas de plantão”.  CONTINUE LENDO

As Instituições e as Macieiras

O que de comum pode existir entre as Instituições e as macieiras? 

Refletindo sobre a natureza de ambas e as realidades que nos cercam, acabei fixando alguns limites para que aproveite – ou melhor, conserve – duas criações através das quais Deus age em nossas vidas. 

Há quem não goste de maçã.

Há quem abomine as Instituições.

Para alguns, a vida de sem maçã fica sem graça. 

Porém, para todos, a vida sem Instituições remete à desordem.  CONTINUE LENDO 

O real valor da magistratura brasileira

O discurso politicamente correto tem retroalimentado, com incrível apetite, uma franca campanha de desconstrução da imagem institucional em relação ao Poder Judiciário e seus membros

São ataques rotineiros promovidos por diversos seguimentos da sociedade, inclusive autoridades públicas e setores da mídia, provocando uma ampla cultura de desinformação sobre as atividades desempenhadas de fato pelos membros da magistratura – verdadeiros guardiões da democracia e do combate à corrupção sistêmica implantada no Brasil.

 As indagações iniciais são simples, diretas, e provocam no leitor a reflexão essencial capaz de tirar as vendas impostas sobre o real cenário enfrentado pelas instituições e quem as representa. Ei-las:

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Quinto Constitucional X Concurso Público

 

A relação proposta encerra um debate imprescindível para que a democracia seja estabelecida, e as instituições possam cumprir a contento com suas finalidades.

Mas seria este o fim do problema, ou apenas uma faceta dele? Diria que a proposição de extinção do acesso ao Judiciário pelo “quinto constitucional” é apenas o início de uma discussão mais ampla.

Devemos ter em foco que esta forma de acesso à função judicante é um exemplo a ser repelido. E aqui já adianto minha opinião.

Porém, e de igual forma, devemos fortalecer o debate estendendo o questionamento desta forma de acesso em cotejo com todas as áreas do serviço público.

Quero dizer,  com isso, que os argumentos sólidos  para afastar o “quinto constitucional” são irretocáveis e estão expostos na própria Constituição, pois a Carta, ao instituir o concurso público como regra geral de acesso às carreiras públicas, demonstra na própria gênese normativa a evidente discrepância das exceções, casuística e clinicamente selecionadas, a ponto de expor uma evidente contradição sistêmica. CONTINUE LENDO


 “Estado Democrático de Exceção”. Que monstro é esse? Harley Wanzeller (em 26.07.2018)

Em linhas gerais, o que poderia ser esse “monstro”?  Basicamente, a democracia e qualquer outro regime de exceção são incompatíveis entre si. Porém, da contradição pôde-se instituir um estado empírico, revestido de pseudo legitimidade respaldada em um discurso permeado por “princípios democráticos”, que na verdade, tem o objetivo de afrontar as primícias que instruem as próprias bases de uma democracia.

Com isto, e a partir de um sistema aparentemente legítimo e democrático, institui-se um estado de exceção.

Portanto, o exercício conceitual aparentemente bizarro, partiu basicamente da contradição. Do uso do discurso democrático para justificar regras próprias de um estado de exceção.

Entendo inicialmente que o estado de direito de exceção revela, em um primeiro momento,  a legitimidade do sistema pelo direito. Dele, então, surge a autorização do governo de exceção como fato de domínio público. Não se discute aqui o grau de acolhimento social do respectivo sistema, que acaba exercendo o seu papel de maneira transparente, às claras, aos olhos do povo, e dentro de regras jurídicas criadas para o prevalecimento da exceção. Desta ciência popular sem resistência (e não da aquiescência), aliada ao sistema jurídico, é que decorre a legitimidade e legalidade do ato arbitrário do representante estatal.  CONTINUE LENDO


“Séculos de ignorância” (por Harley Wanzeller – 15.09.2018)

Refletindo sobre os atuais acontecimentos que inquietam nossas mentes e almas, acabei lembrando de um texto que, apesar de constrangedor, reflete o estado das coisas.

Vejamos com atenção:
“Levou a Administração da Justiça à obstrução total, recusando sua Aprovação a Leis que estabeleciam poderes Judiciários. Subjugou os Juízes inteiramente à sua Vontade, tanto em relação ao exercício de suas funções como em relação ao estabelecimento do valor e do pagamento de seus salários.
Em cada uma dessas situações de Opressão, fizemos Apelos formais de Reparação nos termos mais humildes; nossas repetidas Petições foram respondidas apenas por repetidos danos. Um Príncipe cujo caráter é assim marcado por cada uma das ações que definem um Tirano não está em condições de governar um povo livre.”

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